11/01/2018 10:19

Criança com doença rara cessa crises convulsivas após novo tratamento

Artur reside com a família em Dionísio Cerqueira

Artur Sander, de dois anos de idade, reside em Dionísio Cerqueira e sofre com o problema desde o nascimento, chegando a 30 crises por dia. Ele tem uma doença rara chamada esclerose tuberosa que não tem cura.

A mãe da criança, Adriana Sander, em entrevista ao portal Peperi, lembrou que a família vem lutando ao longo desde dois anos na busca de tratamentos e medicamentos que pudessem amenizar o problema. Segundo ela, foram muitas tentativas, e uma delas chegou a reduzir o tempo das crises.

Em outubro passado o menino iniciou o tratamento com um remédio a base do Canabidiol, um derivado da maconha. O valor era alto, mas com doações foram comprados os primeiros frascos que reduziram drasticamente o tempo de cada crise, mas a quantidade seguia constate e por isso a decisão de tentar outra opção.

Adriana conta que ela e o marido continuaram pesquisando por tratamento, e após troca de três médicos, a família encontrou um especialista em Curitiba. O novo remédio, que é tradicional, foi prescrito cessou totalmente as convulsões que não ocorrem há 49 dias.

A família vai tentar receber remédio para criança judicialmente. Adriana explica que o valor do medicamento nacional é cerca de R$ 300, mas como o tratamento é continuo, a família não tem condições financeiras de arcar. Ela explicou que será feito um processo judicial solicitando que o Estado custeie.

De acordo com a mãe, é muito importante que a criança mantenha este tratamento para evitar regressão no quadro clínico. “É necessário continuar com o tratamento porque as melhoras são significativas e pela primeira vez o Artur consegue se comunicar bem, demonstrar as expressões”, explica.

 Adriana esclareceu também que o filho tem sete tumores no corpo e faria retirada de um deles, devido a suspeita de estar diretamente ligado ao excesso das crises. Ela afirma que a cirurgia é de risco e como não foram mais registradas convulsões a expectativa é retardar o máximo as intervenções cirúrgicas.

Fonte: Portal Peperi