13/11/2017 13:33

Aprovada proposta de criação do Hospital Público Regional de Fronteira

  Os cinco municípios participantes do projeto de criação de um Hospital Público Regional de Fronteira de pequeno porte, através de Consórcio Intermunicipal, já realizaram as audiências públicas para debater o estudo de viabilidade realizado pelo Sebrae. Todos os participantes aprovaram por unanimidade a continuidade dos estudos e andamento do projeto. A próxima etapa é definir o local e garantir recursos para a construção. Fazem parte do projeto os municípios que Capanema, Realeza, Planalto, Pérola D'Oeste e Bela Vista da Caroba.

De acordo com o estudo apresentado pelo consultor do Sebrae Tarcísio Reinehr, tecnicamente o local mais centralizado é no trevo da PR - 281, em São Valério (município de Planalto). Nesse caso, a distância maior a ser percorrida para acessar o Hospital seria o município de Capanema - 18 quilômetros, e a menor seria Pérola D'Oeste - 12 quilômetros. Atualmente os atendimentos são realizados em sua maioria em Francisco Beltrão e Curitiba. Alguns, em menor quantidade, são encaminhados para Cascavel e Pato Branco.   
Inicialmente a estrutura física seria de 2 mil metros quadrados, contemplando áreas de urgência/emergência, clínica médica, gineco-obstetrícia e maternidade, pediatria, clínica cirúrgica, nutricional, saúde mental e áreas de suporte (lavanderia, farmácia, cozinha etc.). O custo previsto com a construção é de pouco mais de R$ 5,4 milhões.

Recursos para 2018
Os recursos para a construção, equipamentos, móveis, utensílios e viaturas, de acordo com entendimentos políticos seriam custeados pelos governos Estadual e Federal, mediante repasse de emendas parlamentares. Nesse sentido, o deputado federal Assis do Couto (PDT/PR), grande incentivador do projeto, já garantiu recursos para o projeto no orçamento de 2018. Já o Consórcio, dentro das suas possibilidades, participará para equipar e viabilizar e, depois, manter a unidade de Saúde.  
Por fim, o estudo apresentado demonstra que a viabilização do projeto traria uma economia em torno de 4,48% a 7,54% no orçamento anual dos municípios. Além disso, os recursos investidos na área de saúde permaneceriam na própria região, diferente do que ocorre atualmente.