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17 de agosto de
09/08/2017 14:24 (atualizado em 09/08/2017 14:38)

Paraná passa o Rio Grande do Sul em número de habitantes

A população do Paraná cresce mais que o dobro que a do Rio Grande do Sul, de acordo com o IBGE

 

Centro de Curitiba - Foto e informações: Agencia Estadual de Notícia/Paraná

A população do Paraná vai ultrapassar, pela primeira vez na história, a população do Rio Grande do Sul.

Nesta quinta-feira, 10 de agosto, por volta das 6 horas, os dois estados terão uma população igual: 11.331.597 pessoas.

Minutos depois, o número de paranaenses vai passar o de gaúchos.

Com isso, o Paraná passa a ser o quinto estado mais populoso do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

O cálculo foi feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social - Ipardes, com base nas projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

Segundo o IBGE, a ultrapassagem se explica porque a população do Paraná cresce mais que o dobro que a do Rio Grande do Sul.

A cada dia, a população do Paraná aumenta em mais 205,23 pessoas, enquanto o Rio Grande do Sul ganha 90,57 pessoas.

O Paraná aumenta uma pessoa na sua população a cada 7 minutos e dois segundos.

O Rio Grande do Sul leva mais que o dobro de tempo: a população gaúcha ganha uma pessoa a cada 15 minutos e 55 segundos.

“O Rio Grande do Sul se encontra em um estágio demográfico mais consolidado, com menor taxa de fecundidade, maior expectativa de vida e um saldo migratório negativo, com mais pessoas deixando o estado do que indo morar nele”, analisou Júlio Suzuki Júnior, diretor do Ipardes. “O Paraná, embora esteja seguindo essa trajetória, ainda ganha população em um ritmo mais acelerado”, completa Daniel Nojima, diretor de pesquisas do Ipardes.

 

Projeção 2040

O Paraná deve atingir 12,208 milhões de habitantes até 2040.

As projeções do Ipardes apontam para o aumento da população idosa e diminuição de jovens.

A população de zero a 14 anos deve passar de 20,8% em 2017 para 14,6% do total do estado.

A população idosa, por sua vez (65 anos e mais) passará de 9,2% para 19,9% no período.

Essa tendência, explica o diretor de pesquisas do Ipardes, é verificada em todo Brasil e está associada ao declínio da natalidade e à ampliação da expectativa de vida.

Do ponto de vista prático, a compreensão dessa mudança de patamar ajuda, de acordo com Suzuki Júnior, no planejamento de políticas públicas.

“Esse novo desenho contemplará, por exemplo, uma demanda maior por serviços de saúde e uma oportunidade para melhorias na educação. Com o nascimento de menos crianças e por consequência menos alunos em sala de aula, é possível, por exemplo, se adotar um regime de educação integral nas escolas”, concluiu.


Foto e informações: Agencia Estadual de Notícia/Paraná

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Fonte: Foto: Agencia Estadual de Notícia/Paraná
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